quarta-feira, 12 de julho de 2017

Grandes vultos: Floriano Peixoto - Parte 05.

Revolta da Armada


GRANDES VULTOS BRASILEIROS QUE MARCARAM A HISTÓRIA NAS SUAS MAIS DIVERSAS ATIVIDADES
FLORIANO PEIXOTO – PARTE 05
Floriano oferece ao almirante o cargo de Ministro da Marinha. Saldanha destempera. Jamais aceitaria a pasta. Era contra Floriano. Se estivesse no Rio a 15 de novembro de 1889 o movimento teria abortado. E tatatá, tatatá. “O Almirante Saldanha da Gama não dá a Vossa Excelência o direito de querer experimentar o seu caráter”.
Já que Vossa Excelência não quer ser meu ministro, indique um nome de sua confiança.
O Almirante Saldanha da Gama não tem nomes de mais ou menos confiança. Nomeie Vossa Excelência qualquer outro que não ele. Todos são dignos.
Diante desta arrogância, que demonstrava apenas fraqueza, insegurança, inferioridade, Floriano continua tranquilo.
– Poderei ao menos contar com a sua boa vontade, com os seus conselhos que muito auxiliarão, sem dúvida, aquele que eu nomear para a pasta?
– Não, O Almirante Saldanha da Gama não aconselha nenhum dos seus colegas. Todos são de maior idade.
A Instituição não vê que se está portando mal, fazendo figura de menino malcriado. Floriano volta à carga no dia seguinte:
– O Almirante Saldanha da Gama só tem uma palavra. Disse o que tinha a dizer. Não e não.
Floriano era um homem. Saldanha uma criança. E criança exigente. Queria isto, e mais isto. Aí Floriano entra de sola. Pois se está contra mim, fique contra mim. Lute de armas na mão. Saldanha revolta-se e dá, com o seu manifesto, de 7 de dezembro de 1893, conteúdo político ao movimento da Armada. Ele é monarquista e deseja “repor o governo do Brasil onde estava a 15 de novembro quando, num momento de surpresa e estupefação nacional, foi conquistado por uma sedição militar”. Convida o povo a ir às urnas para dizer se quer a continuação da república ou a volta da monarquia.
Continua
GONDIN DA FONSECA
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